Compartilhando vivências, por Cláudia Lopes

Meu nome é Cláudia, sou mãe da Alana, do Davi e da Manuela, esta com autismo e paralisia cerebral.  A nossa historia começa com o nascimento da Manu, que foi prematura. Ela nasceu com 28 semanas e pesando 8OO gramas.
Ficou internada por 3 meses na UTI neonatal , 3 meses esses que pareciam que nunca mais iriam terminar.Nossa família esperava todos os dias para levar ela para casa, durante sua internação teve alguns problemas como: enterocolite e encefalopatia hipóxico-isquêmica.
Quando levamos ela para casa,não sabíamos que nossa pequena tinha paralisia cerebral, cuidamos com todo o zelo que um recém nascido precisa, ainda mais um prematuro.
Os meses foram  passando e começamos a perceber  que ela não   se desenvolvia normalmente. Mas falei para a pediatra, que me disse que era normal, pois era prematura e que no tempo dela passaria a  desenvolver-se normalmente.
Nós percebíamos que ela chorava muito, ficava por muito tempo deitada, não rolava e não podia ser normal uma criança viver assim.
Até que começaram as convulsões, que até aquele momento eu nem sabia o  que era. Ela as tinha sempre dormindo, eu imaginava que era algum alimento que eu havia dado para ela comer que não fazia bem, porque não tinha febre e pela manhã já estava tudo normal.
Então, com dois anos a Manu teve pneumonia, ficou 15 dias internada e nós revivemos toda a experiência de quando ela nasceu. Apesar de nunca esquecer aqueles dias de UTI,  a partir da alta hospitalar eu não descansei até descobrir o que havia com a Manuela. Mudei de pediatra e fui procurar uma que meu instinto materno me disse que saberia me entender, e de fato essa profissional, em poucas palavras que eu disse, já me encaminhou para outros especialistas, neuropediatra e ortopedista. Assim, pude ver que não estava enganada vendo coisas que não existiam, como me diziam anteriormente.
Com dois anos e meio exatamente, a Manu foi diagnosticada com autismo e paralisia cerebral. Hoje ela tem cinco anos e está sendo acompanhada por uma pediatra, uma neuropediatra, por uma terapeuta ocupacional e por uma fonoaudióloga. Além de fazer equoterapia e hidroterapia.
Tudo isso, para que tenhamos sempre esse sorriso lindo que tanto nos anima a seguir sempre em frente, porque só assim sabemos que estamos fazendo o nosso melhor para ela ser feliz!IMG_20171209_090658098

Autor: Raquel Ely

Consultora em Educação Inclusiva e Especialista em Neurociências aplicada à Linguagem e à Aprendizagem. Diretora da ECEDE- Consultoria em Estratégias de Desenvolvimento.

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