Congresso on line sobre TEA💙💙

DANS:

Congresso com temas ligados ao TEA (Transtorno do Espectro do Autismo).

Totalmente ONLINE e GRATUITO.

De 23 a 27 de Julho de 2018.

Todos os interessados no conteúdo e informação.

Inscrição: http://conotea.com.br

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✅Tema: Neurociência e autismo: Modelagem celular como uma ferramenta para estudar o TEA

✅Tema: A situação atual dos direitos do Autista em relação ao Estado e Planos de Saúde.

✅Tema: Intervenção baseada em ABA: o que é e como funciona

✅Tema: Comunicação Alternativa

✅Tema: Natação Terapêutica e Inclusiva para pessoas com TEA

✅Tema: Moradia Assistida para a pessoa com TEA

✅Tema: Psicomotricidade no Autismo

✅Tema: Mitos e verdade sobre ABA

✅Tema: Brincar é saúde

✅Tema: Diagnóstico do TEA em adultos

✅Tema: Plano de aula para inclusão da pessoa com TEA

✅Tema: Atividades de Vida Diária no TEA

✅Tema: A importância da atividade física no autismo

✅Tema: A contribuição da genética no transtorno do espectro do autismo

✅Tema: A musicoterapia como ferramenta no desenvolvimento da criança com autismo

✅Tema: Treino de Habilidades Sociais no TEA

✅Tema: Avaliação e tratamento de seletividade e recusa alimentar em crianças com TEA

✅Tema: Grupos integrados: Promovendo a brincadeira simbólica e o engajamento social no autismo

✅Tema: Enxergando Além do Autismo

✅Tema: Desenvolvendo habilidades: a visão de um autista

Compartilhando vivências, por Juliana Quevedo

Nossa história começa há seis anos, quando resolvemos encomendar um irmãozinho para nosso filho mais velho, Igor. Em dois meses descobri que estava grávida e até aí tudo normal. Fui fazer a primeira ecografia e quase desmaiei quando a doutora me disse: Parabéns mãezinha, são dois!

Puxa vida, levamos um susto, pois afinal nossa família estava aumentando, e muito.

Depois de termos nos acostumado com a ideia de que seriam dois, começaram os enjoos, o cansaço, o peso, foi uma gravidez bem difícil. A melhor parte foi quando eles começaram a mexer, é uma sensação maravilhosa, duas vidas ali dentro de mim, e aí me senti a mais honrada das mulheres em receber dois anjinhos de uma só vez.

Quando estava de 28 semanas, precisei ser internada pois a bolsa de um deles estava vazando e para que pudéssemos levar a gravidez a diante tive que fazer repouso. Não foi fácil ficar longe do meu filho mais velho, que na época tinha 3 anos. Depois de 15 dias, não foi mais possível segurar e no dia 11 de agosto ( dia dos pais ) nasceram os gêmeos: Cauã e Gabriel. Pelo pouco peso e por ainda não ter amadurecido o pulmão tiveram que ficar 1 mês na UTI neo natal. Então, pelos próximos 30 dias intermináveis, tivemos que nos despedirmos todos os dias de nossos bebês sem podermos levá-los para casa. No dia 11 de setembro eles receberam alta e finalmente pudemos reunir nossa família em casa.

Durante esse tempo na UTI eles tiveram parada respiratória e também pelo fato de serem prematuros, sabíamos que o desenvolvimento deles seria um pouco mais atrasado que de costume. Só começaram a engatinhar com 1 ano e caminharam com 1 ano e 7 meses. A fala ainda estava um pouco mais atrasada, mas sempre que conversávamos com pediatras nos diziam que estava tudo dentro do esperado. Mas, alguma coisa dentro de mim estava me avisando que não estava tudo certo. Eles não batiam palminhas, não mandavam beijo, não davam tchau, não brincavam como outras crianças…

Quando tinham 3 anos e 5 meses, resolvi levar em uma neuropediatra para tirar essa dúvida que estava martelando e que eu como mãe não tinha explicações. No consultório a neuro fez testes com eles e algumas perguntas para mim, e cada vez que ela me questionava e eu dizia que sim, aumentava o frio na barriga, pois eu sabia que o que ela tinha para me dizer não seria tão bom. Ao final dos testes, ela me perguntou se eu já tinha ouvido falar em autismo e quando ela disse isso era como se um buraco tivesse aberto ao meu redor, foi a pior sensação que já tive na vida. Eu respondi para ela que já tinha ouvido falar mas que não identificava meus filhos como autistas, pois na minha infinita ignorância, autista era aquela pessoa que fica distante de todos e se balançando. Ela então, com toda calma do mundo me explicou que não, que o autismo é um leque, variando entre os diferentes graus e com comportamentos e características diferentes entre eles. Dito isso, ela solicitou que fossem feitos alguns exames para descartar outras hipóteses, mas que ela identificava traços de autismo nos dois e que o melhor para mim naquele momento era a informação, a leitura sobre o assunto.

Naquela noite, como não consegui dormir, fui para a internet e comecei a ler tudo que encontrei sobre autismo, e em tudo que eu lia, identificava meus filhos. Foi uma dor difícil de lidar pois para todas as minha dúvidas eu encontrei a resposta, e ao mesmo tempo que tudo ficava mais claro, eu me culpava muito por não ter percebido antes, mas enfim, voltamos ao consultório e a neuro confirmou o diagnóstico já que os exames deram resultados normais e eu mesma, agora mais esclarecida sobre o assunto, consegui identificar meus dois filhos com autismo.

Além da dor que eu sentia, também tinha o fato de ajudar meu marido a compreender e aceitar que eles eram autistas, pois levou aproximadamente 6 meses para que ele pudesse superar esse choque inicial. Quando li o livro Mundo Singular, acabei identificando meu marido como autista também, e tudo ficou ainda mais claro.

Agora em agosto, Cauã e Gabriel completam 5 anos e estão muito mais tranquilos, fazem atendimento com fono, terapeuta ocupacional e frequentam a escolinha. Adoram as terapeutas, as fonos e as profes e nós também somos eternamente gratos a esses anjos que ajudam nossos filhos a ter uma vida melhor.

Não posso dizer que nossa vida é fácil, pois não é, a correria é muito grande, mas o fato de sabermos que estamos entendendo e ajudando eles nos deixa em paz com o coração.

 

Posso dizer sim, que somos muito felizes com nossos três guris. Eles nos ensinam todos os dias que a vida é maravilhosa e que para ser feliz não é preciso ter ou ser, mas apenas estar na presença de quem amamos. Eles nos fizeram pessoas melhores e seremos eternamente gratos por tê-los em nossa vida.20180623_081711-COLLAGE

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100 dias do UniTEA💙🎈🍾🎉

Hoje o nosso Movimento completa 100 dias desde o seu lançamento, em 28/3, na Universidade de Caxias do Sul. Nosso propósito de ampliar a conscientização e aumentar o diálogo em prol do Autismo se mantém. Nossos projetos estão se realizando, apesar de ainda termos muito a fazer dentro daquilo que nos propomos.

Porém, não podemos deixar de celebrar os 35 apadrinhamentos que conseguimos no projeto “Apadrinhe uma criança autista”. Não fosse a ajuda dos padrinhos azuis, isso não seria possível. A generosidade desses parceiros merece ser citada em tempos tão difíceis.

Tampouco, podemos ignorar e deixar de agradecer a presença de todos que prestigiaram o nosso evento de lançamento na UCS e de todos que estiveram conosco no 1º encontro do nosso Grupo de Estudos, na Joy. Em ambos os eventos o ingresso foi 1kg de alimento não perecível. A participação de vocês possibilitou que quase 140 quilos de alimentos fossem doados a uma instituição que realiza um trabalho muito bonito de distribuição de cestas básicas, mensalmente, a um grupo de famílias de nossa comunidade.

Agradecemos também às mães Gelan Giequelin, Cláudia Lopes e Catiana Cavion que escreveram suas histórias para o projeto “Compartilhando Vivências” e aproveitamos para refazer o convite a todas as famílias que queiram participar desse projeto.

Além disso, em breve, graças à colaboração da UCS e da CIC – que assumiram integralmente a realização do nosso maior evento- e também dos apoiadores Tismoo, Unimed, Franciele Michelon, Joy e La Salle Carmo, teremos aqui em Caxias do Sul o “1º Seminário sobre Autismo da Serra Gaúcha”, com a presença de profissionais de referência no Diagnóstico e Tratamento do Autismo no RS, e também do profissional de maior destaque no cenário mundial de pesquisa em TEA, com um trabalho completamente inovador nessa área que acontece dentro de um laboratório na Universidade de San Diego, na Califórnia.

Enfim, somos imensamente gratos a todos vocês, parceiros e apoiadores, que estão possibilitando que esse projeto se concretize. E somos igualmente gratos àqueles que torcem por nós e que fazem com que, mesmo diante dos desafios, possamos olhar adiante e seguir em frente!

Muito obrigada💙

Fundadores UniTEA

Compartilhe essa ideia, uma iniciativa maravilhosa para levar mais informações sobre o TEA – por Ana Márcia C. Souza

A empatia das pessoas com Autismo, por AnaMárciada ConceiçãoSousa – projeto acadêmico

O que motivou-me a desenvolver este trabalho foi o diagnóstico que meu filho possui: Transtorno do Espectro Autista (CID10 F84). Assim, tenho por objetivo despertar nas pessoas a necessidade de ter mais conhecimento referente ao Autismo, para que assim possam se conscientizar independente de ter alguém próximo ou não com tal diagnóstico.

Quanto ao método, foram desenvolvidos rótulos explicando sobre o assunto: sinais e sintomas do transtorno. Tais rótulos foram posteriormente colados em caixas de leite, garrafas de cerveja, ou seja, lugares estratégicos para remeter a uma melhor visualização. Por fim, desenvolvi este trabalho baseado na minha vida, pois antes do diagnóstico do meu filho não possuia interesse sobre o assunto, pois quando ouvia algo sobre o transtorno realmente achava que era uma patologia de pessoas idosas. No entanto, quando meu filho foi diagnosticado, realmente senti o quanto é importante que as pessoas compreendem tudo que está em torno do Transtorno do Espectro Autista, para que assim ocorra uma verdadeira com conscientização.

Silva ABB, Gaiato MB, Reveles LT. Mundo singular: Entenda o autismo. Rio de Janeiro: Objetiva; 2012.

Autismo infantil: o que é e como tratar. São Paulo: Paulinas 2008; 188p G1 Ciência e saúde.

Revista Brasileira de Psiquiatria (São Paulo) v.20 P.47 2006.

Curso Autismo, teoria e prática

Inicia no dia 09/7, às 19 horas, na Universidade de Caxias do Sul, o curso “Autismo, teoria e prática” para profissionais. Serão 6 módulos com encontros mensais, sempre às segundas feiras. Abaixo o link para inscrições e maiores informações, vagas limitadas💙

Este não é um evento do UniTEA, mas o trabalho da Co Fundadora enquanto profissional da Educação e Neurociências.

O mesmo conteúdo é disponibilizado gratuitamente aos pais no Grupo de Estudos pelo UniTEA.

https://www.ucs.br/site/extensao/ciencias-humanas/autismo-teoria-e-pratica-caxias-do-sul/

Exemplos de intervenção domiciliar

 

Exemplos de Intervenção Domiciliar 💙

Podemos trabalhar de várias formas para ajudar nossos pequenos em casa e, associando isso à intervenção Clínica e escolar, eles terão um ambiente muito mais enriquecido e favorável à aprendizagem💙

Juntos somos mais fortes💙

#TEA#intervençãodomiciliar#clínica#escolar#tríadedaestimulação#

Seja um parceiro voluntário do UniTEA

Estamos em busca de mais parceiros voluntários para o projeto “Apadrinhe uma criança autista”. Se você é fonoaudióloga, psicóloga, TO ou puder ajudar com alguma dessas terapias, escreva para raquel.ely@unitea.com.br ou ligue para 3419-5384 no horário comercial.

Agradecemos pelo apoio recebido até o momento💙🙏🏼

Fundadores UniTEA

18 de Junho: Dia do Orgulho Autista

Este dia celebra a neurodiversidade e as características únicas que as pessoas autistas apresentam. O objetivo do Dia do Orgulho Autista é mudar a visão negativa dos meios de comunicação quanto ao autismo, e também da sociedade em geral, passando o autismo de “doença” para “diferença”. Assegurar que as pessoas com autismo não são doentes, mas sim que elas possuem algumas características próprias que lhes trazem desafios e recompensas únicas, é a essência da comemoração. Os eventos deste dia visam destacar a identidade, a cultura e o orgulho autista e são organizados por diferentes entidades relacionadas com o autismo.

O primeiro Dia do Orgulho Autista celebrou-se em 2005, por iniciativa da “Aspies for Freedom” um movimento de autistas e pais nos EUA, para celebrar o sucesso terapêutico na intervenção dos filhos com TEA, tornando-os adultos autônomos! Eu também recebi o mesmo apoio que esses pais para tornarem-se protagonistas na estimulação de seus filhos e compartilho esse aprendizado gratuitamente com outros pais, através do Grupo de Estudos.

Isso não anula a necessidade de intervenção clínica e escolar, mas coloca os pais e familiares como agentes de transformação e fundamental importância no desenvolvimento de seus filhos. No Brasil, segundo Ana Paula Chacur, infelizmente, não temos muito a celebrar, exceto pela militância de alguns pais desbravadores na instituição da *LEI BERENICE PIANA 12.764*, principalmente a própria Berenice.

Cerca de 90% das famílias com filhos TEA não tem atendimento adequado, o que reduz BRUSCAMENTE a possibilidade de vida autônoma.

Portanto no dia de hoje mais do que promovermos discussões, palestras, audiências públicas, matérias jornalísticas precisamos nos conscientizar e lutar por intervenções que tragam realmente essa autonomia, embasada por evidências científicas, como a Neuroplasticidade, por exemplo.

Realmente a inclusão começa no coração, mas sem o devido acompanhamento terapêutico, capacitação, estruturas adequadas não avançaremos! A Luta pelos Direitos das Pessoas com TEA* é contínua, assim como a luta para toda e qualquer pessoa que necessite de um atendimento especializado em saúde e educação!

Para Chacur, mãe e ativista, não é orgulho do Transtorno que o autismo traz, mas sim a superação que a família promove na vida de cada filho, a própria superação de cada indivíduo autista. 18-de-junho-dia-do-autismo