Amor “azul” sem fim…

Fazemos nossas as suas palavras, meu filho!!🙏🏼💙

Hoje, dia mundial de conscientização sobre o Autismo, não poderia de deixar de agradecer à pessoa mais especial na minha vida. Obrigado por tudo, Sophia. Saiba que não existe lugar no mundo capaz de me oferecer mais ensinamentos do que estar ao teu lado diariamente. Viver essa loucura que se chama vida pode ser difícil muitas vezes, mas aprendi contigo a sempre procurar o lado positivo dos fatos. Graças a ti, me transformei no que sou hoje. E não importa o que mais eu escreva, sempre vão faltar palavras para expressar minha gratidão por te ter na minha vida. Espero que um dia todos te enxerguem da mesma forma que eu o faço. O mano te ama muito!

Compartilhando Vivências, por Catiana R. Cavion

No dia 21 deste mês celebramos o Dia da Síndrome de Down e nós, do UniTEA, queremos homenagear esta pequena grande guerreira, a Vivi, que é “amigona” da nossa Sophia, como ela mesma sempre diz. Abaixo o depoimento da mãe desta menina linda e apaixonante:

Nossa princesa Vitória Beatriz ( VIVÍ) é muito iluminada e abençoada..

Uma criança que veio ao mundo para trazer felicidade e alegria para nós, seus pais e para toda a nossa família e amigos.

Especial, somente em sua essência, sua pureza, sua simpatia..

Estimulada desde o seu nascimento , hoje aos sete anos e dez meses, frequenta o 2 ° Ano C do La Salle Carmo de tarde e pela manhã sua agenda é bem movimentada e faz sessões de psicopedagogia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e estamos providenciando psicoterapia e terapia pelo método ABA …

Ela é uma criança carinhosa e encantadora, mas como toda geminiana, é também muito temperamental tal e tem um gênio forte , o que requer de todos que convivem com ela muita firmeza, paciência, empatia , amor , carinho, dedicação e doação.

Essa é a nossa VIVÍ, que vem vencendo e superando diariamente muitos obstáculos , dificuldades e desafios.

É preciso que sejam trabalhadas as suas potencialidades , com o objetivo de torná-la uma criança ainda mais confiante , segura , realizada e feliz .

A Vitória Beatriz é uma dádiva de Deus nas nossas vidas, uma criança que veio com a mais linda missão de nos proporcionar uma oportunidade de amadurecimento, crescimento e evolução co o seres humanos e, principalmente, para nos ensinar o verdadeiro significado da palavra AMOR…

Projeto “Compartilhando Vivências”

Enviem-nos por e-mail um depoimento compartilhando algo marcante em sua experiência com o Autismo (ou mesmo com algum outro tipo de Necessidade Especial), juntamente com uma foto. Nós estaremos publicando aqui o seu relato na medida do possível. Essa iniciativa é vãlida para pais, familiares, professores, terapeutas ou mesmo amigos de um anjo azul e visa homenagear os portadores de TEA e todos aqueles que se doam de alguma forma e ajudam a construir um mundo melhor e com menos preconceito. Ajude-nos a escrever mais um capítulo dessa trajetória!

Desde já agradecemos pela sua participação!

Fundadores UniTEA

Compartilhando Vivências, por Gelan Giequelin, mãe azul

Autora: Gelan Giequelin, mãe azul UniTEA

O Manuel foi esperado por alguns anos, porém antes dele sofri um aborto espontâneo. Achei que não conseguiria engravidar novamente, mas após alguns meses a notícia tão esperada veio. Sou hipertensa e ao completar 32 semanas de gestação, minha pressão começou a subir e, após 2 semanas entre idas e vindas a médicos e realização de alguns exames, no dia 23 de maio de 2009, nasceu o Manuel.

Foi um bebê prematuro, mas veio ao mundo pesando 2,150kg e medindo 48 centímetros. Por isso, náo precisou ficar hospitalizado. Aos 15 meses deu seus primeiros passos e balbuciava algumas palavras, como mamãe e papai.  Apesar disso, as visitas aos médicos foram, inicialmente, por causa de um atraso na fala.  Entretanto, a explicação era sempre a mesma: foi prematuro e vai demorar um pouco mais a falar.

E, assim, se foram dois anos entre pediatra, fonoaudióloga, neuropediatra e tantos outros. Fizemos tomografias, eletros, ressonância e nada era constatado. Com pouco mais de 2 anos, o Manuel foi para a escolinha, onde quase não interagia com as outras crianças. Porém, ele gostava das aulas de música e seguia o professor por todas as salas de aula. Era uma criança irritada, mas eu, na minha ingenuidade, achava que o Manuel era apenas manhoso, já que fazíamos tudo por ele.

Um dia ele saiu com o pai, foram a uma loja de uma conhecida nossa. Ela tinha um sobrinho e comentou que ele era igual ao Manuel. E que esse sobrinho era autista. Quando meu ex marido chegou em casa e me contou o que ela havia dito, nossa! Foi horrível!

Então, eu disse a ele que meu filho não era autista coisa nenhuma, pois, para mim, autistas eram apenas aquelas crianças com estereotipias mais acentuadas e um maior déficit cognitivo. E o Manuel, não tinha sintomas tão acentuados.

Até que, em fevereiro de 2013, na escolinha, ele teve seu primeiro surto e arranhado toda a professora. Com muita paciência a dona da escolinha me chamou e pediu para consultarmos algum especialista. Assim, fomos novamente ao neuropediatra e comentamos com ele tudo o que havia acontecido com nosso filho. Ele nos receitou uma medicação e nos deu um pré diagnóstico de Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), que hoje faz parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Também pediu para retornarmos em um mês com um relatório completo sobre o comportamento do Manuel no ambiente escolar.

Durante todo aquele mês nosso caçula foi sendo avaliado na escolinha pela psicóloga, que lá trabalhava duas vezes por semana. Fez novos exames e voltamos ao neuropediatra como o combinado. Ele nos perguntou se o Manuel estava mais tranquilo com a medicação, o que realmente estava, e nos solicitou mais 3 meses para estudar o relatório. Ao chegar em casa novamente, assisti a um capítulo de uma novela na qual havia uma moça que era autista. A partir dali, cada vez que a via lembrava do meu filho.

Chorava e pensava para mim mesma: será que meu filho é realmente autista?

Pouco tempo depois, no Fantástico iniciou uma série de reportagens sobre autismo. Então, comecei a perceber diversos sintomas dos entrevistados no Manuel. Ao final dessa série disponibilizaram um questionário para tirar dúvidas e resolvi preencher. Para minha surpresa, a resposta à maioria das perguntas era sim. Recebi por e-mail a resposta: procure um profissional capacitado para seu filho, o SUS está com excelentes profissionais.

Ainda assim, eu não queria acreditar, mas fui ao posto de saúde e conversei com a técnica de enfermagem e com a enfermeira chefe, que me encaminhou à pediatra com urgência. Esta me encaminhou a outro neuropediatra e, 20 dias depois, entrei no consultório dele e, após todas as explicações de praxe, ele me disse: mãe, nem sempre o que vemos na TV ou internet é o certo, mas não se angustie. Vou examiná-lo.

Após o exame, ele sentou de frente para mim e disse: mãe, sinto muito em lhe dizer, mas seu filho realmente tem Autismo. Leve, mas tem.

Você nunca percebeu que ele não fixa os olhos em quem está falando com ele? Não escutei mais nada, só queria sair daquele lugar e ir para casa. Só lembro que deveríamos retornar em dois meses e continuarmos com a medicação. Chorei muito ao chegar em casa. Meu filho é autista, o que faço agora? Pensava nos familiares que sempre diziam: o Manuel deve ter algo, pois não fala. Mas, quando contei o que ele tinha, ninguém acreditava. Nem na própria escolinha sabiam como lidar com esse diagnóstico.

Enfim, tive que levantar a cabeça, arregaçar as mangas e começar a pesquisar tudo o que podia sobre o Autismo.  Uma semana depois, levei na pediatra do plano o atestado que o neuropediatra havia me dado, ao que ela me mostrou o prontuário com o mesmo diagnóstico, que outro neuropediatra do plano já havia lhe encaminhado há uns dez dias.

Finalmente a verdade! O Manuel já estava com 4 anos e 6 meses e a corrida contra o tempo começou. Hoje, aos 8 anos e 10 meses, meu amado filho é considerado um autista moderado, faz diversas atividades e vai à escola regular.

Edição e revisão: Raquel Ely, Co-Fundadora UniTEA