Este dia celebra a neurodiversidade e as características únicas que as pessoas autistas apresentam. O objetivo do Dia do Orgulho Autista é mudar a visão negativa dos meios de comunicação quanto ao autismo, e também da sociedade em geral, passando o autismo de “doença” para “diferença”. Assegurar que as pessoas com autismo não são doentes, mas sim que elas possuem algumas características próprias que lhes trazem desafios e recompensas únicas, é a essência da comemoração. Os eventos deste dia visam destacar a identidade, a cultura e o orgulho autista e são organizados por diferentes entidades relacionadas com o autismo.
O primeiro Dia do Orgulho Autista celebrou-se em 2005, por iniciativa da "Aspies for Freedom" um movimento de autistas e pais nos EUA, para celebrar o sucesso terapêutico na intervenção dos filhos com TEA, tornando-os adultos autônomos! Eu também recebi o mesmo apoio que esses pais para tornarem-se protagonistas na estimulação de seus filhos e compartilho esse aprendizado gratuitamente com outros pais, através do Grupo de Estudos.
Isso não anula a necessidade de intervenção clínica e escolar, mas coloca os pais e familiares como agentes de transformação e fundamental importância no desenvolvimento de seus filhos. No Brasil, segundo Ana Paula Chacur, infelizmente, não temos muito a celebrar, exceto pela militância de alguns pais desbravadores na instituição da *LEI BERENICE PIANA 12.764*, principalmente a própria Berenice.
Cerca de 90% das famílias com filhos TEA não tem atendimento adequado, o que reduz BRUSCAMENTE a possibilidade de vida autônoma.
Portanto no dia de hoje mais do que promovermos discussões, palestras, audiências públicas, matérias jornalísticas precisamos nos conscientizar e lutar por intervenções que tragam realmente essa autonomia, embasada por evidências científicas, como a Neuroplasticidade, por exemplo.
Realmente a inclusão começa no coração, mas sem o devido acompanhamento terapêutico, capacitação, estruturas adequadas não avançaremos! A Luta pelos Direitos das Pessoas com TEA* é contínua, assim como a luta para toda e qualquer pessoa que necessite de um atendimento especializado em saúde e educação!
Para Chacur, mãe e ativista, não é orgulho do Transtorno que o autismo traz, mas sim a superação que a família promove na vida de cada filho, a própria superação de cada indivíduo autista.
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