Educação 30.04.2019 voltar

Autismo não é o fim do mundo, por Marcos Mion


“Autismo não é o fim do mundo. Mas é, sim, uma mudança de foco, de rumo e de vida!” – Marcos Mion

 

Ter um filho com uma condição especial não é uma punição, uma cruz pesada para carregar, é uma oportunidade única de ensinar e aprender.

 

Muitos pais em todo o mundo têm a responsabilidade de cuidar de um filho especial. A princípio, pode ser um grande desafio, porque ninguém está preparado para se tornar completamente responsável por outra pessoa, ensiná-la valores e princípios e garantir que ela se torne um bom ser humano. Isso pode ser ainda mais complicado quando ela é portadora de uma condição que você não conhece muito bem, e mesmo fazendo o seu melhor, sente que algumas vezes não é o suficiente.

 

No entanto, a dedicação e o amor fazem com que você se supere a cada dia e descubra que é muito mais capaz do que pensou de ser um bom pai/mãe. Olhar para os olhos do seu filho e ver tanta beleza e pureza nos faz mais felizes e mais capazes de lidar com todos os obstáculos que a vida lança pelo caminho, porque é preciso ser forte por você e por ele.

 

Ter um filho com uma condição especial não é uma punição, uma cruz pesada para carregar, é uma oportunidade única de ensinar e aprender ao mesmo tempo, de se tornar um ser humano mais empático, gentil e preocupado com a qualidade de vida das pessoas ao seu redor.

 

É se tornar o mentor de uma pessoa incrível, que trará mais luz e esperança para sua vida. Não é algo para reclamar, e sim para agradecer.

O apresentador, ator e diretor Marcos Mion é pai de um menino autista, uma condição caracterizada pelo comprometimento da interação social, dificuldade no domínio da linguagem e comportamento restritivo e repetitivo. Ele escreveu um texto muito inspirador, que foi publicado originalmente na Revista Crescer, que é uma grande mensagem para todos aqueles que pensam que é um sacrifício criar uma criança especial.

 

Confira o artigo abaixo:

"Drama" está entre aspas porque não acredito que seja. Considero uma chance única que meu filho me deu de me tornar um ser humano melhor ao acompanhá-lo num patamar elevado de valores, sentimentos e entendimento do que são as coisas que valem a pena nesta vida.

 

E minha resposta alegre – em contraste com a tristeza e desolação em 90% das vezes que me abordam – é para dar um choque cultural mesmo! Se sou exemplo para mais de 2 milhões de famílias diagnosticadas no Brasil, que já comecem me seguindo nesta certeza: que em 2018, num mundo inclusivo, com tanta gente lutando pelos seus direitos e o conteúdo do que é considerado normal sendo reescrito, autismo não é o fim do mundo. Mas é, sim, uma mudança de foco, de rumo e de vida!

 

Se você considera que cuidar de um filho especial é uma tragédia que vai destruir sua existência, seus sonhos, sua imagem de uma família perfeita, pode apostar que vai mesmo. A vida nos reserva surpresas, e está para nascer a pessoa que passou incólume por ela! O que me deixa sorridente e feliz é a sabedoria de aceitar e encarar como minha missão. Se eu ficar preso ao que poderia ter sido, se eu ficar refém do “e se…”, a vida deixa de ter brilho. Torna-se um peso difícil de aguentar.

 

E o autismo? O autismo é uma caixinha de surpresas! Cada vez mais aparecem casos como o do fantástico Naoki Higashida [um dos mais conhecidos escritores do Japão], um austista não verbal que por anos foi desacreditado, considerado uma pessoa social e produtivamente inválida, pois não consegue falar e, por consequência, não se comunicava de forma alguma. Imaginem uma criança cheia de tiques, com os famosos movimentos repetitivos e cadenciados característicos do espectro, e com o agravante de, quando tenta se comunicar, emite sons que fazem qualquer leigo torcer o nariz.

 

Tudo isso até os 13 anos, quando ofereceram a ele uma tábua de comunicação (alphabet grid), uma estrutura simples com as letras escritas. Para susto geral, ele começou a apontar letras até entenderem que formava palavras! Uma criança que nunca falou, que sempre foi considerada socialmente morta, achou uma forma de gritar e esfregar na nossa cara que o fato de ela não ser sociavelmente funcional não significa que ela seja 0% pensante, inteligente, criativa, produtiva…Pelo contrário: foi provado que ele entende tudo o que está sendo falado e acontecendo ao seu redor. Inclusive fazendo metáforas, consideradas um enorme desafio para o entendimento das crianças com autismo por serem extremamente literais. Naoki, à sua forma, mostra empatia e um alcance emocional que pessoas rasas chamariam de normal.

 

Normal…hahaha! O autismo está aqui para redefinir o que é normal.

 

Um texto incrível, que mostra que um filho especial é uma grande chance de transformação de vida e uma fonte de muita alegria, orgulho e completude para os pais. Tudo depende da maneira como encaram sua realidade.

 

Certamente os pais de filhos especiais concordam com Marcos Mion. Se você é um deles, deixe um comentário abaixo com sua opinião sobre o texto e compartilhe-o com seus amigos nas redes sociais!

 

Fonte: O Segredo


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