TEA Ciência 22.05.2019 voltar

Mais que um laço de amizade

Animais ajudam crianças com Transtorno do Espectro Autista na construção de uma relação social mais saudável


Os animais são seres importantes no convívio diário. Eles proporcionam momentos de alegria, diversão e distração e por vezes, tornam-se, carinhosamente, membros da família. Além disso, sabemos que muitos deles ajudam pacientes em meio a procedimentos clínicos, auxiliam em casos de doenças como a depressão ou assistem deficientes visuais como guias.

Esse é um assunto que nas últimas décadas vem ganhando destaque. A Terapia Assistida por Animais (TAA) é um recurso utilizado para a melhoria da saúde física, emocional, psicológica e motora. Surgiu em 1792, na Inglaterra para ajudar no tratamento de doentes mentais de um asilo psiquiátrico, em Londres. Seus benefícios vão da diminuição da frequência cardíaca e pressão arterial e, também, da liberação de hormônios relacionados ao bem-estar.

De acordo com pesquisas, no caso do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), condição que afeta o desenvolvimento neurológico, os cães e outros animais podem auxiliar na melhora do seu comportamento.

A amizade generosa acontece de forma espontânea, estabelecendo-se, assim, uma interação social e a criação de um vínculo. Esses bichinhos estimulam a autonomia, a comunicação, reduzem os níveis de ansiedade, além de ser uma ótima companhia.

Os cães têm um papel importante, pois ajudam a desenvolver atividades que, nesse caso, são consideradas um desafio, como o contato e o convívio com outras pessoas. A relação do homem com o animal costuma ser de confiança e segurança, sensações que fazem a diferença na rotina do autista. Alguns são treinados para reconhecer e intervir de maneira suave em situações que possam trazer desconforto e inquietação, ajudando o paciente a se recuperar.

O projeto Cão Cidadão, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), colabora para o avanço clínico de crianças autistas em uma associação de Araçatuba, em São Paulo. O intuito é fazer com que elas interajam com os cães, retribuindo o carinho que recebem deles e aproveitem para praticar atividades físicas.

Outro animal que pode contribuir para o crescimento de pessoas com TEA, é o cavalo. A equoterapia, por exemplo, faz com que o paciente amplie sua linguagem e tenha uma maior percepção do próprio corpo. Segundo um estudo da Unicamp, realizado pela equoterapeuta e fonoaudióloga, Paloma Navarro, o cavalo é mais que um instrumento ou um mediador, é o agente transformador. “Observamos nas crianças diagnosticadas com esse transtorno autista que o animal proporciona novas sensações e interações de diversas maneiras”, explica ela.

Com isso, podem-se notar os benefícios que o contato entre crianças com TEA e esses bichinhos pode proporcionar. Suas reações são muito positivas diante da convivência diária, do carinho, da atenção e do respeito com que se tratam. É um processo social terapêutico que assegura um tratamento específico que alimenta e maximiza a capacidade do indivíduo de se relacionar e levar uma vida, dita, normal e de forma independente.

 

Fontes: Tismoo Biotecnologia, Portal Unicamp, G1

Fonte da imagem: Reprodução/Banco da Saúde

Texto: Vanessa Pegoraro


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