Ciência Saúde 26.07.2019 voltar

Meninas e o diagnóstico de Autismo


Em muitas ocasiões já mencionamos, aqui, a causa do autismo e suas características. Sabemos que é uma condição que dificulta o convívio social e a comunicação com o mundo e que, também, pode variar em sua intensidade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 160 crianças apresenta o Transtorno do Espectro Autista. No entanto, esse número se altera consideravelmente quando diz respeito a meninas e meninos separadamente, chegando à marca de uma a cada 16, respectivamente .

Médicos ressaltam que os sinais apresentados pelos dois sexos são distintos e que, muitas vezes, podem passar despercebidos devido às peculiaridade de um e outro. As diferenças ficam ainda mais imperceptíveis quando se tratam de casos de autismo de “alto funcionamento”. Para os pesquisadores, a dificuldade no diagnóstico se dá pela forma como se comportam em comparação com os garotos. Enquanto eles que apresentam certa inibição são entendidos como pouco extrovertidos, elas são consideradas acanhadas, tímidas, tranquilas, sensíveis e, até, dependentes. Está maneira de agir, taxada “comum”, interfere em um parecer preciso e desvia a ideia de um possível indicação de autismo.

 

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Segundo especialistas, alguns fatores devem ser levados em conta, como a idade do surgimentos dos sintomas, o retardo no desenvolvimento, comportamentos repetitivos e alterações sensoriais, resultados de testes neuropsicológicos e histórico familiar. Contudo, o tratamento para o TEA é similar para os dois sexos.

O Transtorno do Espectro Autista surge ainda na infância. Porém, muitas pessoas conseguem viver de forma independente, outras casos mais complexos requerem cuidados e apoio constantes. Por isso, nesse processo é importante que  família, cuidadores e escola possam ter acesso à informações e treinamentos adequados que auxiliem a administrar as adversidades na comunicação e na interação social, melhorando assim, a qualidade de vida das pessoas com autismo e dos que convivem com elas.

 

 

Fonte: Revista Crescer/G1/SuperEspectro

Imagem: Google/Drauzio Varella

Texto: Vanessa Pegoraro

 


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