Educação 16.05.2018 voltar

Sobre inclusão e preconceito

A inclusão será mais do que uma palavra bonita quando todos perceberem que conviver com alguém especial significa aprender, muito mais do que ensinar.


O preconceito é algo que, infelizmente, ainda está por todos os lados. O preconceito não está apenas nas palavras ditas. Nas grandes agressões. Está, principalmente, no não verbal. Naquilo que não precisa de expressão oral. Nos olhares curiosos e piedosos de quem tenta disfarçar. É algo tão sutil e, ao mesmo tempo, tão visível aos olhos daqueles que amam verdadeira e profundamente os seus. É preciso despir-se de vaidades e grandes planos egóicos para tocar o coração de crianças neuroatípicas, ou ainda, pessoas especiais. Não no sentido que normalmente é atribuído a essa palavra, mas pelo sentimento mais profundo de amor e gratidão. Ser especial não está no fato de abrandar a maneira de referir-se às limitações que algumas configurações neurológicas impõem. Ser realmente especial está na capacidade de tocar o fundo da alma com um simples olhar. No entanto, para que isso ocorra, faz-se necessário que o interlocutor possua a habilidade enxergar muito além daquilo que os olhos podem ver. Faz-se necessário que este abandone o orgulho e vista-se de amor. Outro dia, ouvi alguém perguntar sobre a inclusão. Não sobre a inclusão que, num ato de “caridade” ou “esforço”, permite que nossos filhos ou entes queridos frequentem o mesmo ambiente escolar que foram preparados para os neurotípicos, sobre a inclusão de fato. E de atos! De atos de amor, compreensão e tolerância com a dificuldade alheia. Seja ela sensorial, motora, cognitiva ou qualquer outra. Então, vou responder a tal pergunta: sim, ainda falta muito! E falta muito mais para que haja o entendimento de que o caminho não está apenas nos cursos ou palestras. O conhecimento teórico é importante, sim. Mas não é tudo. O conhecimento teórico é mais um instrumento, uma ferramenta para que a inclusão aconteça. Seja na escola ou na sociedade. Porém, o essencial para que a verdadeira inclusão aconteça, é algo inato. Algo que está em nós: o amor. A inclusão será mais do que uma palavra bonita quando todos perceberem que conviver com alguém especial significa aprender, muito mais do que ensinar. Com todo o meu amor, Raquel Ely


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